REDE NA ÁREA - WINDOWS E LINUX -

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Configurando o NFS - SISTEMA DE ARQUIVO DE REDE-

ANTES DE TUDO: O QUE É NFS?

o NFS é um sistema de arquivos que permite o compartilhamento de dados em uma rede, de forma que os clientes possam acessar árvores de diretórios em servidores da mesma forma como acessa localmente. Isto é possível devido às funcionalidades do kernel no lado cliente (que usa o sistema de arquivo remoto) juntamente aos serviços NFS - servidor que provê os arquivos de dados.
**Os dados acessados pelos usuários podem ser mantidos em uma máquina central.
**Os dados que consomem muito espaço em disco podem ser mantidos em uma única máquina.

  • INSTALAÇÃO DO NFS:
Os pacotes NFS provavelmente estão disponíveis no CD-ROM de instalação de sua distribuição Linux. Para intalar utilizaremos a ferramenta ROM.os pacotes a serem instalados são: portmap, nfs-utils e nfs-server.
  1. O portmap é o serviço que geralmente escuta a porta 11, recebe um número identificador de programa RPC e retorna um número de porta com a qual o cliente se conecta para a partir de então, comunicar-se através de chamadas de procedimentos remotos - RPC.
  2. O pacote nfs-server contém os programas necessários para que funcione o daemon do NFS. O pacote nfs-utils provê os utilitários para o cliente e o servidor.
MONTANDO COMPARTILHAMENTOS NFS:

A configuração do NFS no servidor é feita em um único arquivo, o "/etc/exports", onde vai a configuração dos diretórios compartilhados, um por linha. Originalmente, este arquivo fica vazio, ou contém apenas um comentário. Você precisa apenas abrí-lo num editor de textos e adicionar as pastas que deseja compartilhar. Por exemplo:

/home/ftp/pub 10.0.0.10(rw, all_squash) lab1(ro)

Neste exemplo, o diretório /home/ftp/pub está sendo disponível para que o hospedeiro 10.0.0.10 com acesso tanto para leitura como para gravação e os números de ID de usuário e de grupo são mapeados automaticamente para o usuário anônimo - (opção all_squash). O mesmo diretório também está disponível para a máquina lab1, mas com acesso apenas para leitura (ro = read-only).

O próximo passo é inicializar o serviço nfsd. Para isto basta digitar:

# /etc/rc.d/init.d/nfs stop
#/etc/rc.d/init.d/nfs start

ou apenas isso:

# /etc/rc.d/init.d/nfs restart

Depois de iniciado o serviço nfs, você deve executar o comando:

#exportfs

Este comando exportará todos os compartilhamentos definids no arquivo /etc/exports.

Na máquina cliente:

# showmount --exports

Esse comando vai listar os diretórios exportados ( no servidor, nesse caso se coloca o número IP do servidor na frente. ex: # showmount -- exports 10.0.0.1)

# mount -t nfs 10.0.0.1/home/ftp/pub /mnt/servidor/

Esse comando vai montar o diretório /home/ftp/pub compartilhado no servidor 10.0.0.1 na pasta /mnt/servidor/ (vale lembrar que esta pasta de montagem deve estar previamente montada, caso não esteja, utilize o comando: mkdir /mnt/servidor.)

Agora que já está tudo configurado, teste o compartilhamento na máquina cliente listando os arquivos montados na pasta /mnt/servidor no caso deste exemplo com o comando:

# ls /mnt/servidor

Se listar os arquivos que estão no servidor (lógico se a pasta no servidor não estiver vazia.), a configuração está terminada.






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sexta-feira, 10 de julho de 2009

REDES LINUX

A partir desses tópicos vamos explicar um pouco de como funciona uma rede com o sistema operacional linux, isso pode ser uma boa experiência para quem está começando na área de redes como eu.

Vale lembrar que na maioria de nossos tutoriais vamos ter como base o Mandriva linux 2007.

CONFIGURANDO REDE EM MODO TEXTO:

No caso do Mandriva podemos configurar a placa de rede através do arquivo /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-ethX (em que X é o número da placa de rede em uso, por exemplo eth0, eth1, etc.).

Abra o arquivo /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-ethX com o vi. (# vi /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-ethX)

Vejamos um exemplo de uma configuração básica de rede:

DEVICE=eth1

IPADDR=192.168.0.1

NETMASK=255.255.255.0

ONBOOT=yes

BOOTPROTO=none

Nesse caso:

DEVICE: é o parametro que define a interface de rede que está sendo configurada.

IPADDR: é usado para definir o número IP da interface de rede.

NETMASK: é usado para definir a máscara de rede para este endereço.

ONBOOT: Os valores válidos são “yes” ou “no”, com “yes” a interface será ativada com a inicialização da máquina, se “no” não será ativada.

BOOTPROTO: Pode ser “none OU static” para endereços de IP estáticos e “dhcp” para IP dinâmico. No caso de “dhcp”, o IPADDR deverá estar sem valor ou comentado (com o simbolo # na frente).

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